quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mentiras alheias

Mentirinhas que você já escutou ou contou.


Sou só eu que sinto vontade de desmentir alguém quando escuto uma mentira alheia? Por exemplo: Tem alguém ao seu lado que está falando ao celular e diz "Já tô chegando, tô no ônibus!"... Mas é mentira! Na verdade, vocês ainda estão na rua. A minha vontade é pegar o celular e falar "Mentira dele, ele nem subiu no ônibus, pode esperar que vai demorar a chegar..."
Mas como isso seria no mínimo estranho, nunca desmenti ninguém. A última "lorota" que escutei foi quase uma jogada de mestre. Eu estava no ponto de ônibus, em frente a uma faculdade (e não havia nenhuma residência por perto), quando a conversa começou e eu, lógico, aproveitei para escutar enquanto meu ônibus não chegava.  Vou escrever o que escutei de fato e o que imagino que a pessoa do outro lado da linha tenha falado (em negrito).

- Alô, Cláudio? Onde é que tu estás?
- Em casa.
- Em casa, é? Pois eu estou aqui na frente e não tem ninguém.
- Claro que tem, Maria.
- Então porquê que ninguém me atendeu ainda?
- Eu tava dormindo, tu me acordastes agora...
- Então vem aqui na porta, Cláudio.
- Ah, tu ainda estás aí?
- Não tô te falando que eu tô aqui na frente da tua casa?
Silêncio
- Seguinte, Maria. Eu menti, não to em casa não.
- Claro que não! Poxa, depois de tudo que eu te falei, tu não és sincero comigo.
- Eu sei, me desculpa, eu....
- Ah, toda vez é isso. Depois a gente conversa que eu tô na rua. Tchau, Cláudio. Tô muito mordida contigo.

Não sei o que o Cláudio aprontou ou se realmente a Maria esteve na frente da casa dele, mas ela falava tão cheia de razão que se eu fosse o Cláudio, ia pensar muito bem nas minhas desculpas.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

43 pores-do-sol

Imagem retirada do Tumblr
"Assim eu comecei a compreender, pouco a pouco, meu pequeno principezinho, a tua vidinha melancólica. Muito tempo não tiveste outra distração que a doçura do pôr-do-sol. Aprendi esse novo detalhe quando me disseste, na manhã do quarto dia:

- Gosto muito de pôr-do-sol. Vamos ver um…
- Mas é preciso esperar…
- Esperar o quê?
- Que o sol se ponha.
Tu fizeste um ar de surpresa, e, logo depois, riste de ti mesmo. Disseste-me:
- Eu imagino sempre estar em casa!

De fato. Quando é meio dia nos Estados Unidos, o sol, todo mundo sabe, está se deitando na França. Bastaria ir à França num minuto para assistir ao pôr-do-sol. Infelizmente, a França é longe demais. Mas no teu pequeno planeta, bastava apenas recuar um pouco a cadeira. E contemplavas o crepúsculo todas as vezes que desejavas…

- Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes!

E um pouco mais tarde acrescentaste:

- Quando a gente está triste demais, gosta do pôr-do-sol…
- Estavas tão triste assim no dia dos quarenta e três?

Mas o principezinho não respondeu."

     O Pequeno Príncipe foi o primeiro livro que eu li, por volta dos sete anos. Na última página estavam anotadas (com meu lindo garranchinho) as palavras que eu desconhecia, para poder procurar no dicionário. Perdi o livro, o que me entristece. Espero que alguém tenha encontrado e aproveitado a leitura, que dá aquele calorzinho no coração. Amo o pôr-do-sol! Fico tão feliz quando faz um fim de tarde bem bonito... Sempre que posso, gosto de registrar em uma foto pra não me deixar esquecer daquele pôr-do-sol, da companhia, do sentimento...


      Esta foi em abril deste ano, em Cabo Frio - RJ, num passeio calmo ao lado do namorado e a foto não sofreu nenhuma alteração, nenhum contraste, nada. Fomos presenteados com esse entardecer lindo assim mesmo.

    Essa é mais velha, de julho de 2007 e foi em Soure, no Marajó. Um passeio em família de despedida das férias (era nosso último dia lá) com muito sorvete e brincadeiras.

     O pôr-do-sol é um momento lindo e pra mim tem um pouco de amor, alegria, romance, paz... Me deixa ansiosa pra noite que vai chegando, pois também amo admirar a lua e para o espetáculo do dia seguinte... Acho que vou ser colecionadora de crepúsculos ;)

domingo, 28 de agosto de 2011

O amor NÃO é uma linguagem universal


Mais um reencontro, mais um aprendizado. Dessa vez aprendemos qual a linguagem do amor um do outro. Vamos explicar. Lemos um livro chamado As Cinco Linguagens do Amor, de Gary Chapman. Segundo ele, a maioria dos desentendimentos entre um casal pode ocorrer porquê eles não falam a mesma linguagem do amor. Ou seja, um não compreende perfeitamente as necessidades emocionais/amorosas do outro. As cinco linguagens são: Palavras de afirmação, Tempo de qualidade, Atos de Serviço, Presentes e Toque Físico. 



Pra exemplificar: A primeira linguagem dele é Toque Físico. A cada demonstração física de carinho que eu faço ele se sente mais e melhor amado. Por outro lado, se eu chego e não dou um abraço ou rejeito carinho, a mensagem que ele entende é que há alguma coisa errada no relacionamento. Já eu tenho como primeira linguagem Atos de Serviço. A cada atitude que ele toma que dedique tempo, atenção e esforço para mim, me deixa lisonjeada e nas nuvens. Caso isso não aconteça, acaba rolando um estresse. Neste reencontro escolhemos aprender a falar a linguagem do amor um do outro. Se você quiser saber mais a respeito, pode ler o livro neste link: http://migre.me/5zKPM


Embora seja de uma edição anterior, é muito fácil e gostoso de ler. Fica a dica pra você aprender a falar a linguagem do amor do seu namorado, namorada, irmão, mãe, pai...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Além da floresta

Assistindo os jornais, tenho ouvido muito sobre o novo código florestal e através deste link eu consegui entender melhor as alterações e implicações. Esse código que está previsto para ser votado hoje na Câmara, divide os noticiários com o assassinato de uma das principais lideranças em defesa das florestas do Pará. O extrativista José Claudio Ribeiro da Silva e sua esposa Maria do Espírito Santo da Silva infelizmente conseguiram repercussão nacional da maneira mais trágica possível, assim como Chico Mendes. Semestre anterior escrevi uma matéria sobre o seringueiro morto em 1988 e reproduzo-a aqui.

" A luta pela sobrevivência no Acre existe antes mesmo do nascimento de Chico Mendes. Mas foi depois de sua morte que ela ganhou destaque mundial. No Brasil, os seringueiros eram vistos como um problema distante e não tinham a visibilidade necessária para mudar a impunidade que reinava em Xapuri, principal palco das lutas de Chico.
O cenário mudou a partir de 22 de dezembro de 1988, quando a notícia da morte mais que anunciada de Chico circulou no pouco espaço que a mídia brasileira concedia. A mobilização começou nos jornais estrangeiros, que já haviam elegido Chico como um ícone da defesa da Amazônia, o que lhe garantiu até um prêmio da ONU.
O público brasileiro se surpreendeu com a repercussão internacional da morte do seringueiro e voltou suas atenções para o Acre. Após ter sido manchete no The New York Times e The Washington Post, a imprensa brasileira deu mais destaque para a situação e enviou equipes para apurar o que a justiça do estado não dava conta.
Conforme os jornalistas transmitiam a realidade de Xapuri e das circunstâncias do crime, a questão ambiental ia ganhando espaço. Em meio às investigações e propostas para gravação de um filme, os seringalistas lutavam pelos seus direitos e davam prosseguimento ao legado de Chico Mendes.
Ele defendia a criação de reservas extrativistas, que garantiriam o sustento dos seringueiros e não prejudicariam a floresta. Chico criou o Conselho Nacional de Seringueiros, em 1985 e que funciona até hoje e após sua morte foi criada a Reserva Extrativista Chico Mendes, que abrange cerca de um milhão de hectares e atende centenas de famílias.
Chico mudou o cenário do Acre literalmente Não só nas questões agrária e política. Xapuri alcançou grandes melhorias no intervalo de dois anos entre o crime e o julgamento, para que pudesse atender o número de pessoas que queriam conhecer o lugar onde um seringueiro deu continuidade a uma causa tão antiga no país,mesmo sabendo que não era o primeiro e nem seria o último que morreria defendendo os povos da Amazônia."

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Filosofia de banheiro


Certo dia eu usei o banheiro de uma instituição e reparei que entre as tradicionais frases rabiscadas na porta, havia um pequeno texto. Dizia assim:

"Gente, ao invés de escrever tanta besteira porque não usamos essa maldita vontade de riscar a porta do banheiro para o bem? Eu proponho uma coisa: que tal se deixarmos coisas úteis para as mulheres que usam esse banheiro?
Podemos falar sobre os homens, acho que muitas de nós já tiveram experiências ruins com eles e é claro, aprendemos alguma coisa. Eu aprendi que definitivamente são todos iguais. Podem até agir diferente, mas a essência é a mesma.
O que deixo pra vocês é: Valorize a si própria porque se vc não se valorizar, nenhum homem a valorizará. Homens adoram mulheres que gostam de si mesmas!
E você, o que aprendeu?"

Achei interessante o início e o fim. O segundo parágrafo parece um pouco radical, generalizando assim... Mas é um desabafo feito na porta de um banheiro, vamos relevar.

sábado, 21 de maio de 2011

Meu primeiro jornal

Jornalismo está no meu sangue. Prova disso é o jornal que venho mostrar nesse post. Ele foi produzido por mim em 1998, no auge dos meus 6 anos de idade. A primeira matéria é sobre o meu bairro. Nem todas as notícias são verdadeiras ou as fontes são confiáveis, mas eu tinha que cumprir o deadline e não entendia muito de ética jornalística. Em itálico são os trechos que eu escrevi. Cliquem nas imagens para ampliar.



 "Souza é um bairro muito bonito. Ele fica na cidade de Belém, no estado do Pará. Tem esse nome porque mora muita gente com esse nome no bairro. As ruas mais conhecidas desse bairro são Almirante Barroso. Nele podemos encontrar padaria, supermercado e peixe.  O ponto positivo desse bairro é tacacá e vatapá. O ponto negativo desse bairro é porque passa muito ônibus. Nesse bairro são necessárias algumas melhorias: Diminuir o engarrafamento."





Gente, percebam os preços. Eu não tinha nenhuma noção, haha. Ou a mercadoria tem procedência duvidosa.
 Agora sim, uma notícia! "BRIGA DE PIVETES - Teve briga de pivetes na pracinha do bairro Souza no dia 12/11/98, três saíram feridos a bala estão internados na UTI da Santa Casa e 5 foram presos." Essa sou eu, uma criança retratando a realidade das ruas. Essa briga ocorreu mesmo, e a testemunha ocular foi a empregada daqui de casa. A Rose relatou e eu escrevi. Exagerando bastante, pois ninguém levou bala.
"FESTA NA PRACINHA CENTRAL - O prefeito Edimilson e a vice - prefeita Ana Júlia se apresentaram na pracinha foi uma festança só teve balão e os outros beberam muito. Isso aconteceu no dia 11/11/98 eles vieram colocar os coletores de lixo no bairro Souza."





Eu quero chamar a atenção para a sincronia entre texto e imagens. A busca pela imagem perfeita me custou alguns gibis, mas tudo pelo leitor. Espero que gostem e comentem (:

- x - 


quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Encantada



Nas últimas férias eu conheci Petropólis e visitei a casa museu do Santos Dumont, que recebe o nome de Encantada. Ela fica em um terreno bem estranho e foi resultado de uma aposta com os amigos. Eles disseram que ele não conseguiria erguer uma contrução naquele pedaço do morro do Encanto. Obviamente, eles perderam.


A casa é pequena. No térreo tem um espaço que ele usava como oficina. No segundo andar fica a sala de estar, de jantar e a biblioteca em um único espaço. A escada de acesso é muito curiosa. Ela é recortada em forma de raquete, para evitar tropeços. No terceiro andar, que é quase metade do segundo, fica o quarto e banheiro. E ainda, no alto do telhado, um espaço que ele usava para observações astronômicas.




O chuveiro dele.

Quase todos os móveis da casa são acoplados à parede e tem dupla função. Mesa / balcão de estudo / cama / gaveta e assim vai. O armário é muito pequeno, mas definitivamente o chuveiro é o mais curioso. Era uma invenção dele e funcionava assim: um balde perfurado dividido ao meio, com entradas para água fria e quente, e duas correntes de dosagem da temperatura. E era aquecido a álcool.


A escada pro mirante ali atrás.


As cartas, os livros e o chapéu dele também estão em exposição. A Encantada fica em frente o Relógio das Flores, outro ponto turístico da cidade. Como vocês notaram - ou não - a casa não tem cozinha. Ele pedia as refeições para um hotel que havia em frente! A casa toda é muito interessante, cheia de traços da genialidade de Santos Dumont.

domingo, 17 de abril de 2011

Na minha rua...

A minha rua é na verdade um conjunto habitacional. Tão grande e com tanta coisa que parece um bairro. Moro nele há 13 anos e conheci muitos personagens. O primeiro com certeza é o cara do saxofone. Quando chegamos aqui ele morava no apê ao lado e era do exército, o Armando. Mas depois que ele chegava, todo fim de tarde tocava seu saxofone. Eu achava incrível e adorava o som. Por isso que desde os 6 anos eu gosto tanto de ouvir o som do sax.
Uma que é a vizinha da frente desde que eu me lembro é uma moça que não sei o nome, só os diversos apelidos. Uma moça que usa óculos fundo de garrafa e roupas apertadas. Adora tecnomelody e forró. Faz questão de ir pra janela cantar suas músicas preferidas, embora tenha uma voz esganiçada. Uma vez escutei ela se engasgando enquanto cantava no banheiro. Dei um sorrisinho irônico e me senti vingada.
Aaah, a Dona G! Guardiã do bem estar de seus vizinhos. Oráculo da vizinhança. Dona G tudo sabe, pois vive na janela zelando pela rua. Ela sabe a hora que eu saio e que chego. Quem está e quem esteve lá em casa. Se você tentar jogar entulho na rua, ela vai te impedir. Se você estacionar errado e fechar a rua, ela vai lutar pelo direito de ir e vir. Quando eu penso que ela não está lá, é só olhar direito e consigo ver ela atrás de uma toalha estendida na janela, com a luz do quarto desligada. Incansável.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Evolução feminina

Escutei algumas coisas sobre a evolução das mulheres ao longo dos anos e quero compartilhar aqui. Não, não é um texto de Dia da Mulher sobre as nossas conquistas. São alguns fatos sobre o comportamento feminino. Não sei se são comprovados cientificamente, mas achei interessante.

1 - As mulheres liberam pelo couro cabeludo cerca de 90% de seus feromônios (hormônio produzido naturalmente, capaz de atrair o sexo oposto). Tudo se encaixa, gente. Por isso que as mulheres costumam ser mais baixas que os homens. Por isso que alguns caras abraçam e enterram o nariz no cabelo das mulheres, apreciando o cheiro e elogiam o shampoo. São os feromônios. 

2 - As mulheres desenvolveram a visão periférica melhor que os homens. Quando eles saíam pra caçar, precisavam focar o olhar na presa. E as mulheres precisavam ampliar a visão pra cuidar das crias e colher frutos. Porém, contudo, entretanto: Também já ouvi o argumento oposto. De que por precisar proteger a comunidade, o homem teria desenvolvido melhor a visão periférica. O ponto é que as mulheres são bem mais discretas quando querem analisar alguém. Homens geralmente precisavam virar o rosto ou o corpo e gritar "Cadê?!" 

3 - As mulheres são mais sensíveis aos sons mais agudos enquanto dormem, pois possibilita que acordem ao ouvir um choro de bebê. Claro que há exceções, tipo eu e meu sono mais que pesado. 

Quem tiver mais alguma observação desse tipo, ou não sabia de uma dessas, ou quer me fazer feliz pode comentar que eu deixo.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Conversas alheias



Sou curiosa e costumo apurar os ouvidos quando alguma conversa alheia me chama atenção.Ouvi o diálogo abaixo dentro do ônibus, voltando pra casa.

"- Que engarrafamento, heim? A tendência do trânsito em Belém é piorar. - Reclamou o homem.
- É verdade. - A senhora concordou e ao contrário do que eu faria, prosseguiu a conversa. - Olha, eu morei no Maranhão há 40 anos atrás e na frente de casa só passava bicicleta. Voltei lá em outubro, pro enterro do meu pai, e a rua de casa é a avenida principal da cidade!
- Meu pai também faleceu tem pouco tempo.
- O meu morreu com 98 anos e deixou uma mulher de 32 anos!
- Minha mãe chora todos os dias. Eles tinham 50 anos de casados. Às vezes a gente assiste o dvd das bodas de ouro deles, mas é só pra gente chorar. Coisa de louco essa morte dele. Eu não me conformo. - Concluiu já com a voz emocionada.
- A minha mãe que morreu primeiro. A lembrança que eu tenho dela é sentada na mesa com os 7 filhos, tomando café. Aí ela foi buscar farinha com a vizinha... Quando ela voltou, caiu no chão, sangrando, como se alguma coisa tivesse estourado dentro dela. Foram chamar meu pai que tava cuidando dos porcos e ele veio acudir, mas ela já tinha ido...
- Meu pai era saudável! Um dia reclamou de uma dor no braço e foi pro hospital pra não voltar mais. Deu um ataque cardíaco e morreu nos braços da mamãe.
- Pelo que sei, papai também tava saudável. Na verdade, quando a mamãe morreu o papai adoeceu muito, pensou que ia morrer e deu a gente. Deu os filhos pra outras pessoas criarem. Foi quando vim pra Belém com meu irmão. Só que depois que ele melhorou, não quis mais saber dos filhos... Essa foi a mágoa do meu irmão, eu acho. Ele não aguentou a pressão e se matou. Pegou uma corda e se enforcou no banheiro. Só fui rever o papai quando voltei fugida pro Maranhão, com 15 anos. - Ela narrou com uma voz neutra como quem já aprendeu a lidar com tais perdas."

O que ele comentou eu não ouvi, precisei descer do ônibus. Essa conversa me deixou perturbada.Duas pessoas desconhecidas com uma dor em comum. A de perder um pai. Duas maneiras diferentes de lidar com a morte. Diferentes histórias de vida que se cruzaram dentro de um coletivo e compartilharam suas dores. Achei o relato da mulher muito mais chocante e triste, mas quem estava mais arrasado era o senhor. Não ouvi nenhuma palavra de consolo, mas também... Como consolar um desconhecido?

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." Salmos 30:5

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Namoro à distância

2.700 quilômetros me separam do meu namorado. Alguns acham isso loucura, acham inviável. Outros se identificam. Foi assim que surgiu o twitter e o blog do povo que mora longe do seu amor. Eu contribuí com um texto pro blog e resolvi postá-lo aqui também. O título é Conselhos sobre um NAD

"Uma paixão não resiste a um namoro a distância. Mas pode viabilizar um. É por estar apaixonado, louco pra participar da vida de alguém, ainda que distante, que você faz a escolha de manter um relacionamento um pouco... diferente.
Aqui cabe um parêntese: Você escolheu isso. Nada de ficar botando dificuldade, se fazendo de vítima e culpando o namorado por não estar ao seu lado quando você quer. Você mediu tudo isso antes. Ou pelo menos deveria ter pensado nisso. Então tenha cuidado pra não ficar fazendo tempestade em copo d'água.

À distância? Nossa, nem pensar. É coisa de louco. Tem que ter muito amor. Não vai dar certo.

Vai dizer que você nunca ouviu isso? É só a gente começar a perguntar sobre o assunto pra algumas pessoas. Dificilmente você ouve um "Olha, vale a pena. Não é um bicho de sete cabeças". Geralmente ele parte de quem vive/viveu um NAD.
Realmente, não é um bicho de sete cabeças, mas tem que ter estrutura pra namorar cada um no seu canto. Você aprende a lidar com saudade, ciúme, paciência, insegurança, planejamento, paixão e amor. Na marra.
Agora quero explicar o início do texto. Eu não penso que paixão seja ruim e amor seja bom. E se não houvesse a paixão? É ela que nos impulsiona, motiva, inebria. Mas a paixão precisa da presença. E cientificamente, ela por si só não dura muito tempo. Quando aprendemos a ajustá-la com o amor, aí sim. Quando aprendemos que podemos fazer o outro feliz, não importa a distância, que a certeza de ter o outro nos faz felizes, estamos amadurecendo e progredindo em um NAD.
Compromisso e respeito são palavras chave em qualquer relacionamento, imagine se for com km separando os enamorados. NAD não é um compromisso qualquer, não deve ser assumido levianamente. Por fim, não deixe que outras pessoas comentem "Nossa, coitada, deve ser horrível, que pena". Nada de autocomiseração. Você tem um alguém que te ama e é recíproco. Vocês são fortes o bastante para superar a ausência. Alegre-se e cuide bem do coração que Deus lhe deu para que vocês compartilhem do amor dEle, que esse sim, NADA pode nos afastar.

“Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, podem nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus” (Rm. 8:38-39)."

Espero que tenham gostado. Sinto saudade de blogar, mas meu tempo tá tão corrido... Já tenho um próximo post em mente, só preciso de tempo.