terça-feira, 26 de maio de 2009

Jornalismo ♥

Este post estava totalmente fora dos meus planos, porque a minha semana já começou em um ritmo alucinado. Tabalho de faculdade, trabalho na igreja, trabalho em casa... Minha cabeça tá a mil.

Mas hoje, das 16:00 às 18:00, parece que ele passou de uma forma diferente. Durante essas duas horas, eu fui e voltei no tempo. Visualizei o futuro, vendo o presente.

A foto de hoje é da visita que fizemos ao jornal impresso O Liberal, no dia 14 de maio e que rendeu um relatório trabalhoso e consequentemente, uma dor de cabeça e um domingo jogado fora.

Infelizmente, não tiramos foto na visita de hoje, que foi à Funtelpa. Ela abriga os sistemas de rádio, web e TV. Visitamos todos eles, entendemos melhor as peculiaridades de cada um e essa visita não renderá apenas mais um relatório. Ela me deixou extasiada, reforçou minhas conviccões e o encanto que por pouco se perdeu, voltou com tudo.

A visita ao O Liberal, foi perturbadora. O produtor executivo nos disse boas verdades acerca da profissão. ' Perderás namorados, amigos, horas de sono e saúde. ' Soou quase como uma profecia. Ele mostrou-nos o jornal como uma empresa, um produto comercial. Eu sei que é verdade. Bem sei que a vida de jornalista não é fácil. Isso quase me fez desistir do curso, antes mesmo de começá-lo.

Ainda bem que não o fiz, duvido que me perderia e me encontraria tão bem em outra faculdade senão em Jornalismo. Faculdade é desconstrução, como bem disse minha amiga no blog dela.

Mas a visita de hoje... Me mostrou que fazer jornalismo, seja qual a modalidade, pode ser encantador, delicioso e bem trabalhoso, lógico. Não sei definir o que eu vi e experimentei hoje, foi muito importante pra mim. A vontade de trabalhar com isso, só cresceu. Ainda tenho que ralar muito pra meter a cara por aí, mas é assim que tem que ser. Conquistar.

Espero presenciar muitas dessas visitas de calouros. Mas do outro lado, aquele que tem algo a ensinar, acrescentar, a impulsionar. Quero ver o brilho nos olhos deles, assim como a minha emoção foi visível.

(:

domingo, 24 de maio de 2009

Por não ser burra .

" Por não ser burro, jovem também se deprime, se mata, adoece, sofre perdas, angustia-se com mercado de trabalho, exigências familiares, pressão social, incertezas da própria idade. A juventude - esquecemos isso - é transformação difícil, com horizontes nublados e paulatina queda de ilusões, descoberta de que os pais são falíveis e a sociedade às vezes corrupta, os governos nada éticos, a vida dura, ah sim. "


- Lya Luft


Lembro que entrei na livraria e depois de uns bons 30 minutos vasculhando as estantes, achei um livro da Lya Luft - Em outras palavras - e abri numa página qualquer. Caí exatamente no trecho acima. Na hora de pagar, tive que escolher entre ele ou outro - jovem também vive caixa baixo.

Quando cheguei em casa, me deliciei com as palavras dela. Nesse livro, constam algumas crônicas que ela publicou na revista Veja. São tantos temas, com uma intensidade tal, que nos deixa atordoados, questionadores quanto a nós mesmos.

Mas não pretendo fazer uma análise do livro todo, apenas desse parágrafo. Por minha conta, acrescentaria muitos outras situações que os jovens passam. Não que apenas os jovens passem por isso. Mas é que quando enfrentam essas situações, na maioria das vezes, elas são totalmente novas.

E então? O que fazer? Baseada em que experiência? Vamos recorrer ao mais velhos, mais experientes, mesmo que isso não seja o suficiente, por que cada um tem a sua vivência e vai dar um conselho carregado de subjetividade. E convenhamos, até quem não tem droga de experiência nenhuma, aparece para dar sua valiosa opinião, sempre construtivamente. ¬¬

Por bem ou por mal, vamos acumulando e aprendendo a lidar com nossas perdas, angústias, incertezas, e etc. E quanto à sociedade corrupta e os governos nada éticos... Até meu irmão de 8 anos tem essa consciência.

Mas nem tudo se trata de horizontes nublados. A vida é dura, sim. A maioria dos jovens aqui já sacaram. Eu tento aprender com os meus próprios erros e tento me orientar com alguém que merece toda a minha confiança: Deus. Assim, tento ver que a vida também pode ser doce, com um horizonte limpo - e cheio de nuvens brancas e fofas, adoro nuvens. (:

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Carpe Diem

“Quando, Lídia, vier o nosso outono
Com o inverno que há nele, preservemos
um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o estio, de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes
"

- Ricardo Reis


Esse texto foi trabalhado em uma aula de Língua Portuguesa, na faculdade. Li e me encantei, principalmente com as três últimas linhas.

Ricardo Reis - heterônimo de Fernando Pessoa - realmente queria pegar a Lídia quando escreveu isso =P Aliás, Lídia é um nome lindo. É o nome da minha vó :D

Okay, voltando. Eu sempre encarei o ' carpe diem ' como mais um dos lemas latinos do arcadismo que a gente tem que aprender pra passar no vestibular. Podia até ser insensibilidade da minha parte, mas só depois desse texto eu vi nessa expressão algo especial.

O engraçado é que 5 dias depois de ler esse texto, eu senti essas 3 últimas linhas. Não quis dizer que eu demorei quase uma semana pra entender, não sou tão lenta assim. Mas foi quando caiu a ficha de que carpe diem é isso aí. O que eu vou fazer? Chorar? Por quê, se eu posso sorrir? Se eu posso aproveitar o dia.

O que eu vivo agora e o que ficou do que eu vivi é que me faz diferente. ;]

Experiência culinária

Okay, eu preciso saber me virar na cozinha, isso é um fato.

Não vou nem discorrer sobre o resultado que obtive no dia dessa foto ao lado. Ou que nós obtivemos, já que não fiz tudo sozinha.

Muitas mulheres hoje em dia, sentem orgulho em não saber cozinhar. Boa parte das que se vangloriam por cozinharem bem, são boas em um prato só.
Constato isso na minha geração, não na de minha mãe e minhas tias. Essas sim, sabem de tudo, sabem dos segredos... E quando não sabem, arriscam.

Houve uma época, que de tanto vê-las cozinhando, eu tive a doce ilusão de que poderia fazer igual. Mas a teoria é bem diferente da prática. Eu me viro só no café, no ovo frito, no miojo, no bife [ já temperado ], na salsicha, no arroz e na cobertura de bolo mesmo. E o pior é que eu me saio melhor do que muitos amigos por aí.

Falando em amigos, esses que compartilham a mesma geração de mães, tias e avós de mão cheia... Espero que eles tenham sorte quando encontrarem uma esposa. Que não seja uma dessas feministas, que acham o fogão o símbolo maior do machismo. Do contrário, é melhor partir pra pegar dicas com suas mamães, ou viver de fast food.

Já tentei procurar uns livros de receita aqui em casa, mas são tão velhos, que logo minha rinite se manifestou. Deixei-os de lado então. Ultimamente minha função na cozinha se restringe a lavar louça, algo que detesto.

Mas vou aprender a cozinhar com destreza, para um dia reunir os amigos e me gabar de ter feito o prato. E só de graça, vai ser macarrão com salsicha.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Her Morning Elegance

O texto hoje será pequeno, pra que vocês tenham paciência de ver o clipe (: Achei-o tão encantador, que tive que compartilhar. Às vezes me sinto como nesse clipe. Sabe, sonhar é bom. Mas sentir o sonho é melhor ainda - estejamos dormindo ou não.



Letra: http://letras.terra.com.br/oren-lavie/1415988/

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Tempo, o Vento, a Chuva, a Música ♥


Assistindo televisão de maneira aleatória, caí num programa que prendeu minha atenção, por ter o ator que representou o Bentinho jovem na microssérie Capitu.
Na cena, ele perdia a chance de conquistar uma garota e encontrava um senhor. Ao ajudá-lo - não sei como, comecei a assistir nessa hora - o homem revelava ser o Tempo, e agora, deveria retribuir o favor do menino.
Mas como? Ora, voltando o tempo e dando a ele outra chance com a garota. Só se daria por satisfeito quando o rapaz conseguisse algum feito significativo, além de babar pela moça. 
Eles fazem várias tentativas, até chamam o Vento, um homem muito simpático com roupa de aviador, a Chuva, uma bela mulher de vestido colorido e guarda-chuva na mão, e a Música, uma mulher que só fala cantando.
O plano deles é: ao chover, o garoto oferece a sua sombrinha, para que eles não se molhem. O vento, por sua vez, resfria o ar ao redor deles, para que se aqueçam um com o outro, sentados no banco.
Porém, após tanta confusão, desce um Anjo e diz que Deus não está nada satisfeito com o vai-e-vem do tempo. Inicia-se uma discussão entre eles, e o sr. Tempo descuida-se e solta o tempo.
O menino então, finalmente consegue um beijo. A Música canta, o Tempo abraça o Anjo, e o Vento puxa a Chuva para dançar.
Só transcrevi essa cena, pois foi extremamente agradável assistí-la pronta. Recriar, de acordo com a própria imaginação deve ser mais gostoso ainda.

domingo, 17 de maio de 2009

Nuvens Indefinidas


"Definir é determinar os limites "

"Uma definição só serve para definir os definidores "

"Ser como as nuvens que o vento leva"

Às vezes cansa ser sempre de um jeito só. A gente promete que vai mudar, que vai - enfim - viver. Mas não dá. Esbarramos em definições, em limites que dificultam tudo.




Não que limites sejam ruins, eles são bons. A ausência deles é que é algo realmente assustador. O problema é quando nos apegamos a eles.

A minha mente encontra-se muito dividida. Parte de mim quer acabar com tudo isso, e que tudo volte a ser como era antes. Outra parte quer acabar com tudo isso, e viver algo novo, de novo.

Experimentar sensações, sabores, idéias, mas sem sentir culpa. A culpa de sentir aquele frio na barriga, a liberdade chamando, convidativa como nunca. Isso não deveria ser bom?

Acho que o medo fica por conta de ver que "tudo que é sólido, se desmancha no ar".

Por isso que a nuvem desmancha-se ao sabor do vento, sem pudor. Por não ser totalmente sólida, transforma-se no que quer, ou no que queremos ver.

Antes, achava muito graciosa a dança das nuvens em um céu extremamente azul. As formas montando-se e desmontando-se... Então, por quê agora, vendo isso acontecer ao meu redor, e comigo, essa dança me parece tão estranha?

Acho que preciso parar e apreciar, como fazia antes. Da forma mais agradável possível e sem medo algum da forma que virá a seguir.