quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

24 horas

Não, não vou falar do seriado.

Hoje não, Jack.
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Queria falar da relatividade do tempo. Porque vocês sabem que E = MC² e... =P Tá, falando sério agora.

Eu costumo engatar um assunto no outro, espero que me faça entender.
Quando eu fiz 15 anos, me disseram que agora, para os 18 passaria voando. Óbvio. Para 15 anos, foram 15. Para 18, são apenas 3!
Mas caramba, que 3 anos foram esses! Muito importantes, com acontecimentos fundamentais pra mim! (Estão sendo. Ainda farei 18.) Mas já estou com a cabeça lá na frente. Emprego, faculdade, dentre outras coisas. Sempre fui assim, de antever e (tentar) planejar.
Segundo a
Nair Araújo , não muda muita coisa se não houver amadurecimento.

O ano passou rápido, as semanas estão voando e as horas parecem sempre apressadas. Me concedam um tempinho para aproveitar, por favor? Pra me organizar, fazer tudo que preciso e ainda ficar de pernas pro ar. Ainda bem que as férias da faculdade chegaram e essa correria aliviará um pouco mais dentro de 5 ou 10 dias (afinal, tem as funções da igreja e da casa).

Sem falar do ano que vem, que já vem com novidades. Uma possível ponte Rio-Belém, que vai ser só amor e saudade.

Ai, espera. Esse não era o foco do post. Até porquê: “Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças” Filipenses 4:6
Agora já foi e melhor eu parar por aqui, que ultimamente eu tô bem espaguete. Falo, falo, falo e misturo tudo, mas é pra isso que é esse blog mesmo.

Se ficar difícil comentar alguma coisa, dessa vez vou entender vocês :]


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Listas


Bom, eu tenho uma mania: listar. Tenho listas espalhadas pela casa.
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Uma no quarto da mamãe, dizendo o que nós precisamos comprar pra casa. Outra no meu quarto, grudada ao lado do PC, com os itens que eu preciso comprar ;) Lembro que eu fiz uma de coisas que precisávamos fazer aqui em casa. Tipo: separar livros pra doar, mudar os móveis de lugar, etc...
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Já sucumbi às listas do twitter, no msn então! Sem falar nas listas do que tenho que fazer. Por dia e por semana. Seguindo a lógica, tem a lista das coisas que eu já fiz durante a semana. (Pra onde saí, quanto gastei, etc...)

Já fiz até uma lista de lembranças! Essa está no meu diário e foi um ótimo exercício! =] E como leitora apaixonada, tenho a lista de livros que já li. Falando em livros, tenho a lista dos que eu quero comprar, que é separada da primeira lista de compras que eu citei.
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Tenho váárias listas de versículos, que servem pra fazer uma meditação,um devocional... As cartas que recebo dos amigos, separo em envelopes por ano. Isso conta como lista? hahaha... NOT! ¬¬ =P

Voltando: Lembro-me que uma vez fiz uma lista das minhas músicas preferidas e o que elas me lembravam. Acho que isso foi nas férias do ano passado, no meu ócio (in)produtivo. A lista dos meus sites favoritos ( Ah vá, vc tbm tem que eu sei ) e acho que é só. Na verdade, acabei de fazer uma lista das minhas listas. oO'
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Se você for parar pra pensar, todos precisamos de listas. Que nos ditarão o que comer, pra ser saudável. Pra saber o que estudar pra uma prova. Pra saber que materiais você precisa, enfim!
Digamos que eu só levo isso um pouco mais à sério. ;)
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Beijos :*
P.S: Quanto ao post anterior: Não, meu irmão não lavou a louça, mas enxugou e até guardou :D

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Irmão

Sempre achei irmão uma coisa curiosa. Calma, eu vou explicar.

Convém dizer que eu tive a experiência de ser filha única até meus 8 anos de idade, depois veio meu irmão Vítor (que eu escolhi o nome, aliás). Lembro quando ele nasceu (03/07/00), achei incrível o fato dele sair de casa dentro da barriga da mamãe e depois estar ali, todo formado e feinho como todo recém-nascido, no meu colo. O primeiro sorriso dele foi pra mim :D Provavelmente o primeiro tapa também, mas enfim (:
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Aí eu chego na questão que eu queria. Irmão faz parte de uma estrutura social, a família. Você convive com ele todo dia [todo saanto dia... ê shaushua]. Conhece as qualidades, os defeitos, os gostos e se habitua com a presença dele.
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Às vezes, deixamos a mamãe confusa: Eu gosto de bolo de chocolate, ele prefere bolo branco. Eu gosto de nescau gelado, ele gosta de quente. Eu gosto de tempero na comida, o Vítor não suporta. Eu gosto de queijo mussarela, ele gosta do queijo prato. Eu gosto de Ben 10 e ele também... opa.
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Então... Uma vez li em algum lugar que essas diferenças entre irmãos são praticamente uma questão de sobrevivência. A fim de se destacar, um busca ser diferente do outro. Inevitavelmente poderão ocorrer conflitos. Eu e ele temos necessidades e interesses beem diferentes e gênios bem fortes. Aí já viu...
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Mas eu particularmente gosto quando nos unimos pra zoar alguém (: Ou quando temos crise de riso, ou quando decidimos alguma coisa juntos, quando ele pergunta as coisas pra mim, por mais que me falte paciência às vezes, enfim. Eu vejo a mamãe com meus tios e tias e acho muito interessante o vínculo deles. Percebo que ele será meu único vínculo desse tipo e tento esforçar-me para melhorar a convivência entre mim e esse presentinho que Deus enviou ao nosso lar, que já foi motivo de tantas e tantas alegrias e berros de nervoso ;)
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Ooookay Vítor, depois dessa tu podias lavar a louça pra mim, heim? Que tal?



terça-feira, 4 de agosto de 2009

O valor de um abraço

"Abraço é um ato de carinho, afeto e sobretudo amor. Transmite confiança, conforto e acima de tudo, segurança. A pessoa que abraça demonstra o que sente; a pessoa abraçada recebe a proteção dos braços que a envolvem.

Com este gesto amigos demonstram alegria e fraternidade. Mostram que você pode confiar e saber que esta pessoa estará sempre presente em sua vida, ou pelo menos é isso que deseja. Você a abraça para sentir-se segura e para proteger; para consolar e ser consolada. Para amar e ser amada.

Um abraço é extremamente simples e infinitamente complicado. Afinal de contas, não se abraça um inimigo.

Abraçar alguém é a mais sincera troca de amor. Falar o que se sente tem o seu valor incondicional, mas apenas demonstramos tais sentimentos quando nos envolvemos nos braços um do outro. Sentir o calor da pele, o leve subir e descer dos seus pulmões, a melodiosa batida, calma ou acelerada do coração...

É, eu acredito que o verdadeiro abraço seja raro."


- Autor: Aleera Black

As das fotos: Jéssica Albuquerque, Geyse Pantoja e Adrielle Chiaki. Obrigada pelos abraços apertados que tanto eu gosto.
Aos amigos com os quais não tenho foto abraçada: Jesus, meu abraço mais reconfortante. Mamãe, meu primeiro abraço. Lorena, gêmea, que saudade do teu abraço. Lucas, gosto de te abraçar mesmo sendo tão desproporcional. Nair e Iaci, nossos abraços tem que ser sempre juntas, sem esquecer nenhuma. Ana Paula, tbm lembrei de ti, mesmo sem conseguir te abraçar direito por causa dos peitos :D . A Pocoxó, que eu gosto de abraçar pq é linda e eu a aamo! Jonathan, esse texto é teu, amor ♥

Se eu esqueci de alguém, por favor, não brigue comigo. Pelo contrário, sinta-se abraçado ;)

terça-feira, 28 de julho de 2009

De volta =]


Em um post meu aqui, a
Sassá comentou o seguinte: Sinceramente, espero que você curta as melhores férias da sua vida. Que a natureza exuberante inspire ainda mais os seus posts. Que aconteça algo muito emocionante, que você se alegre bastante. Que seus dias sejam coloridos, e suas histórias, cheias de sorrisos!



Bem, ela acertou em cheio (:
Foram as melhores férias que eu pude ter. Bem diferente do que eu havia planejado e ainda assim, maravilhosas. Não pisei em Soure, fui à Salinas e Mosqueiro e descobri a alegria de viajar com amigos. Foram apenas 5 dias, mas serão inesquecíveis. Eu os amo, e vocês são lindos.

Foram férias de fato produtivas, até música eu ganhei, embora eu só saiba o refrão {algo como morena, moreena ♪ } HAHAHAHA *-*


Estão sendo tanto divertidas quanto cheias de responsabilidades, e está sendo bem interessante ter que equilibrar as duas coisas. Imagine quando o próximo semestre de Jornalismo começar.
Aliás, estou empolgada pra isso, afinal vamos aprender Fotojornalismo, que me atrai muito. E quanto à toda a problemática do diploma: gostei deste post
do blog do Rafael Cortez. Não me estenderei neste assunto, isso rende um post inteiro.

Meu computador conseguiu arrancar de mim toda minha inspiração, colocando tanta dificuldade em abrir o cd de fotos que ilustrariam este post, então... Só posso dizer que meus amigos arrancaram de mim meus sinceros sorrisos, abraços e gargalhadas nesse mês de Julho, e que venha o segundo semestre.
;*

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Perca um livro

Bom, passada toda a confusão de roubo, de gripe e de prova de Teorias da Comunicação, aqui estou com um post que estava querendo fazer há tempos.

É sobre o projeto Perca Um Livro. Ele não surgiu aqui, se baseia no Book Crossing e a idéia é a seguinte: Você perde um livro de propósito, pra passá-lo adiante. O que torna um pouco mais divertido, digamos assim, é a possibilidade de rastrear o livro 'perdido'.

Ao se cadastrar no site, você pode cadastrar o livro que irá 'perder' ou 'libertar', imprime uma etiqueta, ou escreve as instruções na contra capa, juntamente com o número de cadastro do livro. A intenção é que quem o ache, entre no site, informando o paradeiro do livro. Lógico, que muitos donos jamais sabem o paradeiro de seus exemplares, mas a idéia promovida é essa: de desprendimento e de contribuir para o acesso a leitura.

Pra facilitar, já foram criadas até Zonas Oficiais de Libertação. No Brasil, existem sete OBCZs - Official Book Crossing Zones: em São Francisco Xavier/SP (Biblioteca Solidária), em São Paulo/SP (Casa das Rosas, Creperia Central das Artes e Salommão Bar), no Rio de Janeiro/RJ (Lunático Café ), em Curitiba/PR (Ricota Restaurante ) e em Porto Alegre/RS (Café Bonobo).

As OBCZ são espaços abertos ao público (tais como cafés, lojas, restaurantes, hotéis, escolas, bibliotecas, etc.) reconhecidos pelos membros do movimento como local de libertação de livros registados no BookCrossing, mediante autorização do gerente ou proprietário do estabelecimento. Por serem oficiais, estes locais possuem geralmente uma prateleira ou uma estante específica para os livros e encontram-se identificadas com cartazes alusivos ao movimento. É frequente esses espaços funcionarem também como ponto de encontro de bookcrossers.


Eu, particularmente ainda não tive coragem de fazer isso, mas é uma idéia e que me agradou bastante. Como eu gostaria de encontrar livros assim, por aí...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Férias o/


Minhas férias, desde que eu me entendo por gente - até mesmo antes, segundo o que minha mãe me conta - são passadas em Soure. Essa foto é de 2007, última vez que fui pra lá. Desde então, nada de praia... 2008 foi ano de convênio e de muitas coisas tbm... Então, imaginem que a minha habitual expressão de 'Soure, de novo?!', esse ano foi substituída por 'Soure?! Graças a Deus!'. Melhor que nada, hã?

Gosto de lá, porque tudo desacelera. Acordo tarde pra ir à praia, - Tá, também acordo tarde pra ir à faculdade, mas vocês entenderam :P - tomo café com leite e pão com queijo do marajó, percorremos o loongo caminho até a praia, passando por pastagens, igarapés, sol nas folhas das árvores... A praia em si, sem comentários, nos recebe como quem espera um ano todo para isso. E o peixe frito como almoço, então? Na volta, aquele cansaço gostoso e depois, um pôr-do-sol na pracinha. Aí então, as noites estreladas e arejadas...

Pois bem, julho esse ano será muito bem recebido e aproveitado, creio eu. Planos já tenho aos montes, nada concreto ainda. Falando em concreto, nesse semestre que está findando, muita coisa não foi concreta.

Algumas certezas, algumas pessoas, algumas palavras, alguns risos e algumas lágrimas.

A todo momento, eram surpresas. Boas ou más, tanto faz agora. Eu quero só agradecer ao pessoal que me proporcionou felicidade concreta nesses 6 meses. Lógico que não vou citar nomes, corro o risco de ser injusta com alguém. Mas quem se encaixa nesse agradecimento, vai saber através do meu grau de carinho (:

Acho que é só, já estou desacelerando, de qualquer forma.

P.S: O único fator que me deixa ansiosa para o post de pós-férias, é a curiosidade ao pensar ' O que será que eu terei pra contar? ' :D

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Post comemorativo

Hoje é meu aniversário. Aquela coisa de "bolo e guaraná, muitos doces pra você"

O dia ainda nem acabou, mas vários amigos já demonstraram carinho de maneiras tão especiais, que me deixaram com a bochecha doendo de tanto rir.

Começou de madrugada, com a ajuda de amigos na webcam. Hoje pela manhã, acordei com minha mãe e meu irmão cantando parabéns. Me arrumei e fui fazer minha prova na faculdade. No caminho do ponto de ônibus, tenho tempo de olhar as árvores e orar. Minha oração hoje foi : "Hoje é um dia Teu, e não meu. Fala comigo. De nada vai adiantar, em nada será especial, se eu não ouvir Tua voz."

Não prolonguei a oração porque me distraí. Mas pra Ele, já foi o suficiente. Assim que subi no ônibus, sentei-me ao lado de um senhor. Em um certo ponto da viagem, nos deparamos com um engarrafamento totalmente fora dos planos. Então, o seu Normando - como descobri depois - começou a falar sobre esse recente acidente de avião. Disse que não entendia o porquê da criancinha de meses que estava a bordo ter morrido. Por qual motivo Deus permitia algo assim?

" Não sou religioso, não... Mas sabe, vou contar um relato aqui pra ti. "E começou a contar uma história, de um jeito calmo, como os avôs contam: Um casal evangélico resolveu viajar com seus dois filhos para o RJ, de carro. Em Goiás, sofreram um acidente e as duas crianças, de 7 e 4 anos, morreram. A mãe ficou em estado de choque durante 3 dias, sem comer, beber, ou fazer coisa alguma. No 4° dia, ela levantou-se bem, renovada. Disse que havia falado com Deus. E que Ele lhe contou que havia resgatado o que era dEle. As crianças não pertenciam a ela, e sim a Ele. E que ela seria restaurada.

Enquanto contava, ele parou diversas vezes, contendo o choro. Não sei porque, mas ao falar tudo aquilo pra mim, ele mesmo se tratou e respondeu seus questionamentos. Ele mesmo concluiu que essa era a resposta. Eu apenas ouvi. O engarrafamento era tamanho, que ainda deu tempo dele discursar a respeito de amor ao próximo e a Deus.

Desci do ônibus emocionada com o Deus maravilhoso que eu sirvo. O parabéns mais especial, eu já recebi. Pra completar,ao abrir a porta da sala, mais uma demonstração de carinho dos meus amigos. E uma prova absolutamente fácil de Teorias da Comunicação! Sinceramente, só falta chocolate agora! ;)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Jornalismo ♥

Este post estava totalmente fora dos meus planos, porque a minha semana já começou em um ritmo alucinado. Tabalho de faculdade, trabalho na igreja, trabalho em casa... Minha cabeça tá a mil.

Mas hoje, das 16:00 às 18:00, parece que ele passou de uma forma diferente. Durante essas duas horas, eu fui e voltei no tempo. Visualizei o futuro, vendo o presente.

A foto de hoje é da visita que fizemos ao jornal impresso O Liberal, no dia 14 de maio e que rendeu um relatório trabalhoso e consequentemente, uma dor de cabeça e um domingo jogado fora.

Infelizmente, não tiramos foto na visita de hoje, que foi à Funtelpa. Ela abriga os sistemas de rádio, web e TV. Visitamos todos eles, entendemos melhor as peculiaridades de cada um e essa visita não renderá apenas mais um relatório. Ela me deixou extasiada, reforçou minhas conviccões e o encanto que por pouco se perdeu, voltou com tudo.

A visita ao O Liberal, foi perturbadora. O produtor executivo nos disse boas verdades acerca da profissão. ' Perderás namorados, amigos, horas de sono e saúde. ' Soou quase como uma profecia. Ele mostrou-nos o jornal como uma empresa, um produto comercial. Eu sei que é verdade. Bem sei que a vida de jornalista não é fácil. Isso quase me fez desistir do curso, antes mesmo de começá-lo.

Ainda bem que não o fiz, duvido que me perderia e me encontraria tão bem em outra faculdade senão em Jornalismo. Faculdade é desconstrução, como bem disse minha amiga no blog dela.

Mas a visita de hoje... Me mostrou que fazer jornalismo, seja qual a modalidade, pode ser encantador, delicioso e bem trabalhoso, lógico. Não sei definir o que eu vi e experimentei hoje, foi muito importante pra mim. A vontade de trabalhar com isso, só cresceu. Ainda tenho que ralar muito pra meter a cara por aí, mas é assim que tem que ser. Conquistar.

Espero presenciar muitas dessas visitas de calouros. Mas do outro lado, aquele que tem algo a ensinar, acrescentar, a impulsionar. Quero ver o brilho nos olhos deles, assim como a minha emoção foi visível.

(:

domingo, 24 de maio de 2009

Por não ser burra .

" Por não ser burro, jovem também se deprime, se mata, adoece, sofre perdas, angustia-se com mercado de trabalho, exigências familiares, pressão social, incertezas da própria idade. A juventude - esquecemos isso - é transformação difícil, com horizontes nublados e paulatina queda de ilusões, descoberta de que os pais são falíveis e a sociedade às vezes corrupta, os governos nada éticos, a vida dura, ah sim. "


- Lya Luft


Lembro que entrei na livraria e depois de uns bons 30 minutos vasculhando as estantes, achei um livro da Lya Luft - Em outras palavras - e abri numa página qualquer. Caí exatamente no trecho acima. Na hora de pagar, tive que escolher entre ele ou outro - jovem também vive caixa baixo.

Quando cheguei em casa, me deliciei com as palavras dela. Nesse livro, constam algumas crônicas que ela publicou na revista Veja. São tantos temas, com uma intensidade tal, que nos deixa atordoados, questionadores quanto a nós mesmos.

Mas não pretendo fazer uma análise do livro todo, apenas desse parágrafo. Por minha conta, acrescentaria muitos outras situações que os jovens passam. Não que apenas os jovens passem por isso. Mas é que quando enfrentam essas situações, na maioria das vezes, elas são totalmente novas.

E então? O que fazer? Baseada em que experiência? Vamos recorrer ao mais velhos, mais experientes, mesmo que isso não seja o suficiente, por que cada um tem a sua vivência e vai dar um conselho carregado de subjetividade. E convenhamos, até quem não tem droga de experiência nenhuma, aparece para dar sua valiosa opinião, sempre construtivamente. ¬¬

Por bem ou por mal, vamos acumulando e aprendendo a lidar com nossas perdas, angústias, incertezas, e etc. E quanto à sociedade corrupta e os governos nada éticos... Até meu irmão de 8 anos tem essa consciência.

Mas nem tudo se trata de horizontes nublados. A vida é dura, sim. A maioria dos jovens aqui já sacaram. Eu tento aprender com os meus próprios erros e tento me orientar com alguém que merece toda a minha confiança: Deus. Assim, tento ver que a vida também pode ser doce, com um horizonte limpo - e cheio de nuvens brancas e fofas, adoro nuvens. (:

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Carpe Diem

“Quando, Lídia, vier o nosso outono
Com o inverno que há nele, preservemos
um pensamento, não para a futura
Primavera, que é de outrem,
Nem para o estio, de quem somos mortos,
Senão para o que fica do que passa
O amarelo atual que as folhas vivem
E as torna diferentes
"

- Ricardo Reis


Esse texto foi trabalhado em uma aula de Língua Portuguesa, na faculdade. Li e me encantei, principalmente com as três últimas linhas.

Ricardo Reis - heterônimo de Fernando Pessoa - realmente queria pegar a Lídia quando escreveu isso =P Aliás, Lídia é um nome lindo. É o nome da minha vó :D

Okay, voltando. Eu sempre encarei o ' carpe diem ' como mais um dos lemas latinos do arcadismo que a gente tem que aprender pra passar no vestibular. Podia até ser insensibilidade da minha parte, mas só depois desse texto eu vi nessa expressão algo especial.

O engraçado é que 5 dias depois de ler esse texto, eu senti essas 3 últimas linhas. Não quis dizer que eu demorei quase uma semana pra entender, não sou tão lenta assim. Mas foi quando caiu a ficha de que carpe diem é isso aí. O que eu vou fazer? Chorar? Por quê, se eu posso sorrir? Se eu posso aproveitar o dia.

O que eu vivo agora e o que ficou do que eu vivi é que me faz diferente. ;]

Experiência culinária

Okay, eu preciso saber me virar na cozinha, isso é um fato.

Não vou nem discorrer sobre o resultado que obtive no dia dessa foto ao lado. Ou que nós obtivemos, já que não fiz tudo sozinha.

Muitas mulheres hoje em dia, sentem orgulho em não saber cozinhar. Boa parte das que se vangloriam por cozinharem bem, são boas em um prato só.
Constato isso na minha geração, não na de minha mãe e minhas tias. Essas sim, sabem de tudo, sabem dos segredos... E quando não sabem, arriscam.

Houve uma época, que de tanto vê-las cozinhando, eu tive a doce ilusão de que poderia fazer igual. Mas a teoria é bem diferente da prática. Eu me viro só no café, no ovo frito, no miojo, no bife [ já temperado ], na salsicha, no arroz e na cobertura de bolo mesmo. E o pior é que eu me saio melhor do que muitos amigos por aí.

Falando em amigos, esses que compartilham a mesma geração de mães, tias e avós de mão cheia... Espero que eles tenham sorte quando encontrarem uma esposa. Que não seja uma dessas feministas, que acham o fogão o símbolo maior do machismo. Do contrário, é melhor partir pra pegar dicas com suas mamães, ou viver de fast food.

Já tentei procurar uns livros de receita aqui em casa, mas são tão velhos, que logo minha rinite se manifestou. Deixei-os de lado então. Ultimamente minha função na cozinha se restringe a lavar louça, algo que detesto.

Mas vou aprender a cozinhar com destreza, para um dia reunir os amigos e me gabar de ter feito o prato. E só de graça, vai ser macarrão com salsicha.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Her Morning Elegance

O texto hoje será pequeno, pra que vocês tenham paciência de ver o clipe (: Achei-o tão encantador, que tive que compartilhar. Às vezes me sinto como nesse clipe. Sabe, sonhar é bom. Mas sentir o sonho é melhor ainda - estejamos dormindo ou não.



Letra: http://letras.terra.com.br/oren-lavie/1415988/

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Tempo, o Vento, a Chuva, a Música ♥


Assistindo televisão de maneira aleatória, caí num programa que prendeu minha atenção, por ter o ator que representou o Bentinho jovem na microssérie Capitu.
Na cena, ele perdia a chance de conquistar uma garota e encontrava um senhor. Ao ajudá-lo - não sei como, comecei a assistir nessa hora - o homem revelava ser o Tempo, e agora, deveria retribuir o favor do menino.
Mas como? Ora, voltando o tempo e dando a ele outra chance com a garota. Só se daria por satisfeito quando o rapaz conseguisse algum feito significativo, além de babar pela moça. 
Eles fazem várias tentativas, até chamam o Vento, um homem muito simpático com roupa de aviador, a Chuva, uma bela mulher de vestido colorido e guarda-chuva na mão, e a Música, uma mulher que só fala cantando.
O plano deles é: ao chover, o garoto oferece a sua sombrinha, para que eles não se molhem. O vento, por sua vez, resfria o ar ao redor deles, para que se aqueçam um com o outro, sentados no banco.
Porém, após tanta confusão, desce um Anjo e diz que Deus não está nada satisfeito com o vai-e-vem do tempo. Inicia-se uma discussão entre eles, e o sr. Tempo descuida-se e solta o tempo.
O menino então, finalmente consegue um beijo. A Música canta, o Tempo abraça o Anjo, e o Vento puxa a Chuva para dançar.
Só transcrevi essa cena, pois foi extremamente agradável assistí-la pronta. Recriar, de acordo com a própria imaginação deve ser mais gostoso ainda.

domingo, 17 de maio de 2009

Nuvens Indefinidas


"Definir é determinar os limites "

"Uma definição só serve para definir os definidores "

"Ser como as nuvens que o vento leva"

Às vezes cansa ser sempre de um jeito só. A gente promete que vai mudar, que vai - enfim - viver. Mas não dá. Esbarramos em definições, em limites que dificultam tudo.




Não que limites sejam ruins, eles são bons. A ausência deles é que é algo realmente assustador. O problema é quando nos apegamos a eles.

A minha mente encontra-se muito dividida. Parte de mim quer acabar com tudo isso, e que tudo volte a ser como era antes. Outra parte quer acabar com tudo isso, e viver algo novo, de novo.

Experimentar sensações, sabores, idéias, mas sem sentir culpa. A culpa de sentir aquele frio na barriga, a liberdade chamando, convidativa como nunca. Isso não deveria ser bom?

Acho que o medo fica por conta de ver que "tudo que é sólido, se desmancha no ar".

Por isso que a nuvem desmancha-se ao sabor do vento, sem pudor. Por não ser totalmente sólida, transforma-se no que quer, ou no que queremos ver.

Antes, achava muito graciosa a dança das nuvens em um céu extremamente azul. As formas montando-se e desmontando-se... Então, por quê agora, vendo isso acontecer ao meu redor, e comigo, essa dança me parece tão estranha?

Acho que preciso parar e apreciar, como fazia antes. Da forma mais agradável possível e sem medo algum da forma que virá a seguir.